Um blog para postagem de textos e imagens diversas, sem intuito algum, apenas pelo puro prazer parnasiano de não fazer absolutamente nada, apenas, ser.
Tudo posso, em nada que me fortalece. Nada posso, em tudo que me enaltece. Sou água e fogo, fluidez e paixão. És rocha e vento, consciência e razão. Onde nada do que sinto é o mesmo que vejo. E nada do que queres é tudo que desejo. Onde sopram estrelas de um futuro distante. Sobram sentimentos de um amor constante. E quando o momento chegar, sóbrio e divino. Vou estar pronto pra te aceitar, sincero como um menino.
um pai curioso pergunta: "porque a Barbie Advogada Divorciada é mais cara?" vendedora: "porque ela vem com a casa do Ken, o carro do Ken, a lancha do Ken, o jatinho do Ken..."
46238527 46238527 Sabia que gravar este tipo de coisa é provável? Só não sei o que queria dizer com isso quando comecei esse texto a uns 3 meses atrás... Mesmo assim "tá" valendo então. 46238527 46238527 46238527 Ou será que era 28? Melhor parar com isso agora antes que eu realmente ache sentido nisso...
(1) Acadêmico do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Goiás.
(2) Professora do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Goiás.
RESUMO
Quando debatemos o espaço público, várias vertentes filosóficas, sociológicas e antropológicas costumam ser levantadas. Entretanto, é inerente ao Arquiteto Urbanista relacioná-lo com grandes áreas verdes, parques, praças e locais de promoção do bem-estar social. Pensando nisto, este artigo procura mostrar os rumos que a abordagem deste espaço público está tomando, e isto, relacionado à cidade de Goiânia, nosso objeto de estudo. Para tanto, apresentaremos conceituações e definições sobre o que é espaço público, além do posicionamento de diversos autores sobre a abordagem destes espaços e o porquê ocorre uma inadequação no caso Goiânia.
A discussão da esfera pública é atualmente muito pertinente em nossa sociedade. Como marco inicial, podemos conceituar Espaço Público como o local de expressão cultural, política e de interação social em seu significado mais amplo, pois permite o total acesso de todos os tipos de públicos, promovendo a comunicação de classes e gerando intercâmbio de conhecimentos e políticas.
Quando relacionamos as praças e os parques públicos de Goiânia a esta definição, e contrapomos com estudos de diversos autores, ficam evidenciadas várias problemáticas na abordagem e no direcionamento desses espaços para a população que realmente necessita deles, além de mostrar uma incoerência entre o que é proposto no Plano Diretor e o que realmente é feito para a população e para o bem-estar da sociedade.
A proposta deste artigo é apresentar e analisar dados, debates e conceitos sobre o espaço público e a sua formação, além da sua importância como elemento determinante na qualidade de vida da população e o fato de Goiânia possuir uma deficiência no tratamento destes espaços, analisando sua utilização como elemento fomentador da especulação imobiliária, onde o poder público valoriza pontos estratégicos na cidade e executa um urbanismo com caráter muito mais superficial e paliativo do que funcional e efetivo, provocando segregação social e mascaramento dos problemas que atingem grande parte da população.
Partindo da preocupação com a importância das áreas públicas para a sociedade e da abordagem inadequada que vem acontecendo sobre as mesmas na cidade de Goiânia, faz-se importante uma análise elaborada sobre a forma como é trabalhado este “espaço público”, visando um entendimento mais apurado sobre o tema e a conscientização do meio acadêmico e profissional sobre futuras intervenções.
Este estudo nos levará também a um melhor conhecimento do que acontece no provir do bem-estar público, e o porquê ainda existe um “centro” estrutural e politicamente privilegiado em detrimento de uma “periferia” com sérios problemas de urbanização e, consequentemente, com falha na utilização de seus espaços públicos.
Portanto, para que possamos entender o funcionamento e a in-adequação do espaço público na cidade de Goiânia, é importante ter ciência das várias vertentes sobre “o que é espaço público”, para que assim tenhamos como adequar estas várias definições ao nosso objeto de estudo. Paula Albernaz nos esclarece a postura de Habermas sobre o espaço público na Idade Média, mostrando que as noções de esfera pública já se consolidavam como tais desde aquela época, e que, apesar do conceito tímido, foi nessa mesma época que “firmaram-se as relações entre esfera pública e o elemento comum, tanto no sentido ordinário – publicamente acessível a todos –, quanto comunitário, - excluído de uma posição hierárquica elevada”. (ALBERNAZ, 2007, pg.43).
Como já foi dito, “espaço público” é o local de interação social em seu significado mais amplo, permitindo o acesso de todos os tipos de públicos e gerando intercâmbio de conhecimentos e políticas. Isso nos mostra que a esfera pública necessita ser trabalhada da melhor maneira possível, para que possa atender à todas as camadas econômico-sociais, fato que dialoga diretamente com a conceituação da própria Albernaz, que traz para o debate a importância do Estado na formação e caracterização deste espaço público:
Público é o que é acessível a qualquer pessoa (eventos ou locais públicos), o que abriga instituições do estado, mesmo não sendo acessível a qualquer um (prédios públicos), o Estado enquanto cumpridor da tarefa de promover o bem comum a todos os cidadãos (poder público), uma força de representação (reconhecimento público), uma função crítica (opinião pública). (ALBERNAZ, 2007, pg.43).
Este posicionamento da autora mostra com clareza que o espaço urbano não se define apenas como espaço físico, mas também como espaço de idéias e ideais. Além disso, o Estado não pode existir apenas como regulador e conservador das áreas públicas, mas também como fomentador do debate e da inclusão social nestes espaços, através de políticas de incentivo e atividades que promovam a integração dos usuários destes locais. Angelo Serpa trabalha a mesma idéia através dos conceitos de Habermas, quando diz que estes espaços de uso público são “o lugar par excellence do agir comunicacional, o domínio historicamente constituído da controvérsia democrática e do uso livre e público da razão” (SERPA, 2007, pg.16), transmitindo a idéia de que a manifestação política e a democracia são fatores coerentes e pertinentes aos espaços urbanos desde a Antiguidade grega.
Fazendo um link com os autores já citados e trazendo conceituações com um caráter mais imagético, é necessário mostrar que este espaço não é apenas a definição de diretrizes, projetos, usos e/ou políticas; é também um espaço que deve ser representativo do cidadão; dos seus desejos, anseios e vontades. Estas áreas devem ser amplamente convidativas e transparecer a identidade local, mostrando realmente a comunidade que usa e compartilha deste espaço. Serpa também abre o debate para este conhecimento quando trabalha as idéias de Hannah Arendt, definindo espaço público “como lugar da ação política e de expressão de modos de subjetivação não identidários, em contraponto aos territórios familiares e de identificação comunitária” (SERPA, 2007, pg.16).
Uma adequada proposta de intervenção arquitetônica ou urbanística, seja qual for o grau de publicização ou privatização dos seus espaços, deve levar em consideração a vocação ou a “cara do cidadão”, e não ficar apenas no campo do que é público, em detrimento do que é privado ou vice-versa. É algo bem maior, que caracteriza não apenas o usuário em si, mas a toda uma notoriedade de valores que extrapolam os conceitos de público e abrangem a questão primária do Urbanismo inerente a um espaço público de qualidade. A autora Sandra Jovchelovitch traz um bom exemplo disto, mostrando o vínculo direto entre público/privado ao mostrar que:
A relação entre o público e o privado é uma relação de natureza dialética. [...] É na relação dialética entre o que é comum e o que é particular, entre o que é aberto e o que é subtraído, o que é distribuído e o que não é, que os dois espaços se constituem como domínios distintos [...]. Ainda que os dois domínios tenham assumido sentidos diferenciados em momentos históricos diferentes, eles sempre foram definidos um em relação ao outro [...] não há registro de qualquer sociedade humana onde o significado da vida pública não se tenha constituído pelo significado da esfera privada e vice-versa. (JOVCHELOVITCH, 2000, pg.45).
Com isto podemos concluir que o espaço público possui várias definições, onde todas dialogam entre si e entre conceitos referentes a outros tipos de espaços, não somente no seu caráter físico-formal ou estrutural, mas designações de caráter filosófico que vão se aprofundando com o passar dos tempos.
Mesmo que o analisemos na Antiguidade, com suas conceituações ligadas à liberdade e à transitoriedade; na Idade Média, com seu sentido comunitário excluído de uma posição hierárquica elevada; na Modernidade, com a presença da imprensa e de uma esfera crítica que se sobrepunha à noção de público; ou nos dias de hoje, onde se faz tão necessário o trabalho de um local público de qualidade, o espaço público ganha seu caráter social e o status de provedor do bem-estar público. Entre tantas definições e debates, torna-se totalmente pertinente uma discussão sobre este espaço e como ele se comporta perante a cidade e a sua população.
Podemos dizer então que qualidade de vida, bem-estar social, cidades sustentáveis, infraestrutura urbana, dentre outros; são direitos garantidos pelo Estatuto das Cidades (Lei Federal nº. 10.257) a toda e qualquer pessoa residente em território nacional. Entretanto, podemos ver em noticiários ou até mesmo em uma visita rápida pela cidade que este direito do cidadão não é executado de forma satisfatória pelo poder público. A partir disto, podemos iniciar este ponto da discussão com o seguinte excerto do Plano Diretor da cidade de Goiânia, que ratifica as informações acima e dá embasamento para os debates que se seguem:
Art. 63º. As estratégias de promoção do esporte, lazer e recreação objetivam: [...]
II – potencializar as ações na área de esporte e lazer no Município, como forma de promover a inserção da população socialmente excluída;
III – garantir que as áreas identificadas como de fragilidade social no Mapa de Inclusão e Exclusão Social de Goiânia sejam objetos de ações públicas de inserção da população carente aos programas sociais, ligados à prática esportiva e lazer; [...]
V – revitalizar os grandes equipamentos esportivos municipais, a saber: parques, parques infantis, praças poliesportivas, play ground, ginásios, dentre outros. (Plano Diretor de Goiânia, 2007, pg. 37).
Mesmo com as definições e os vários conceitos trabalhados, fica em aberto a questão de como este espaço público se comporta perante a cidade nos dias de hoje, discussão que traremos mais especificamente para a cidade de Goiânia, nosso objeto de estudo. Quando olhamos de forma mais centrada a qualidade dos espaços de uso público nesta cidade, vemos que os mesmos não atendem de forma eficiente ao público a que é destinado; ou muitas vezes, são inexistentes, o que gera vários problemas para a cidade e para a sociedade que nela reside. O grande público que mais é afetado pela falta de áreas públicas são as comunidades mais carentes, que têm nestes espaços públicos meios “profiláticos” contra as mazelas do sistema. Laura Bueno descreve bem isto ao dizer que:
Se somarmos as crianças e adolescentes que não trabalham, os desocupados, os deficientes, os desempregados, aposentados e as donas de casa, percebemos como é expressivo o número de pessoas que deve permanecer na favela a maior parte das horas do dia. Dadas as características da maioria das habitações - pequena área construída, ocupação da quase totalidade do lote, alta densidade habitacional -, a pouca oferta de áreas de equipamentos comunitários de esporte, lazer e educação pode comprometer as condições de vida e sociabilidade nessas comunidades. Com muita gente ociosa, criam-se condições propícias à violência doméstica, roubos, depredações e formação de gangues. (BUENO, 2008, pg. 336).
Bueno trabalha com a temática da qualidade de vida urbana, fazendo um estudo diverso sobre favelas, invasões e regiões periféricas. Ao mesmo tempo, apresenta e dialoga com alguns indicadores de caracterização socioeconômica da população e da qualidade habitacional. Quando refletimos sobre o que a autora nos mostra, vemos a importância que tem uma área pública trabalhada de forma eficiente. Isso possibilita que a população mude não somente seu ânimo e bem-estar em utilizar estes espaços, mas mude seu modo de vida e ganhe consciência de noção cívica e dignidade, gerando integração social e inserção da população carente, fato defendido pelo Plano Diretor.
Entretanto, o que deveria ser uma solução para o problema, acaba se tornando um problema ainda maior, pois os espaços públicos não potencializam as atividades da comunidade a que são destinados, ou, como a própria Bueno diz, “os espaços reservados para lazer são monótonos e sem graça, como é o caso das áreas destinadas ao lazer no projeto das posses de Goiânia (e que estão sendo pouco a pouco ocupadas pelos equipamentos comunitários como colégio, igreja, centro comunitário)” (BUENO, 2008, pg. 338), piorando muitas vezes a situação, pois geram áreas desprotegidas e ociosas, abrindo espaço para ocupações indevidas por terceiros e marginais, comprovando e nos fazendo refletir mais uma vez sobre a in-adequação dos espaços públicos em Goiânia.
Em reportagem do jornal impresso Hoje, de circulação local, foi anunciado que Goiânia é a capital verde do país. Segundo o texto de Venceslau Pimentel:
Pela manhã, ele [Íris Resende] fez a apresentação do Parque Flamboyant Lourival Louza, no Jardim Goiás, para representantes de vários segmentos da sociedade. ‘Já nos proclamamos como a cidade que tem a maior área verde por habitante e, em pouco tempo, será também a cidade com o maior número de parques, que indiscutivelmente embelezam a cidade e proporcionam uma melhor qualidade de vida à população. ’ [...] Para o prefeito, o Parque Flamboyant é um presente da prefeitura ao goianiense. Trata-se, segundo ele, de um parque que em breve será o mais bonito da cidade e do Centro-Oeste. ‘É um dos projetos mais modernos na área’, argumenta. [...] Este é o sexto parque inaugurado pela prefeitura na atual administração. Nos próximos dias, será a vez dos moradores do Setor Jaó e adjacências ganharem o deles. ‘Queremos que Goiânia se consolide não só como a cidade com o maior número de área verde por habitantes, mas com o maior número de parques ecológicos do Brasil’, assegura o prefeito. (PIMENTEL, 2009, s/p.).[1]
O histórico da cidade, derivado de uma série de planos urbanísticos não concluídos, gera colapsos em sua estruturação, não só da malha urbana, mas também da formação de um caráter político-social. Através dessa percepção agregada aos valores que nossa capital possui hoje, podemos afirmar mais uma vez que nosso objeto de estudo é tratado pelas autoridades de forma extremamente insipiente, imprudente e paliativa, voltada para camadas sociais mais abastadas.
Esse sistema de elaboração das áreas públicas acaba concentrando-se muito mais em manter um apelo midiático, consolidar de forma errônea o imaginário do goianiense, e manter um status de “capital verde”; enquanto as regiões mais problemáticas e as camadas sociais que realmente necessitam de uma reestruturação qualificada em seus espaços públicos, continuam sofrendo com problemas sociais, de segurança, e de constituição de um bem-estar público, sem uma real melhoria na qualidade de vida, como ressalta o prefeito.
Podemos entender também que estas áreas públicas derivam de uma definição voltada para um objeto de consumo, mostrando que nossa administração não tem nada de inovador ou grandioso; simplesmente aproveita-se do crescimento desordenado da cidade para implantar um sistema comum e passivo, que pela falta de uma abordagem correta, não resolve os problemas reais da sociedade, como nos mostra Gilles Clément. Ele considera que uma das possíveis formas de gerar um espaço público é:
(...) a partir da evolução progressiva do tecido urbano, que cria ‘brechas’ para a implantação de um parque, uma praça, um jardim, qualquer coisa de não construído, em lugares onde antes havia fábricas ou edifícios. No caso de bairros muito densos, esses espaços cumprem uma determinada função, por razões de proporção de metro quadrado de áreas verdes por habitante, por exemplo. E a cidade aproveita a oportunidade para criar ali um parque. É o caso do Parque André-Citroën, implantando em um bairro totalmente construído, de perfil industrial. Alguns edifícios e os prédios das fábricas foram demolidos, dando oportunidade para a construção de um parque de 14 hectares. Nesse caso, é a ‘subtração’ de edifícios do espaço urbano que vai dar origem a um parque. Mas há jardins e parques na história de Paris e de outras cidades que determinaram o surgimento de um outro tipo de urbanismo, como no caso do Jardin de Tulleries. Quando Le Notre concebeu e implantou esse parque, ele abriu uma nova perspectiva sobre os Champ-Élysées, ele foi o precursor de uma nova espécie de urbanismo, baseado em perspectivas axiais. (CLEMENT apud SERPA, 2007, pg. 62-63).
Isso não constitui propriamente um erro, muito pelo contrário, são alternativas viáveis, pertinentes e que demonstram um urbanismo de qualidade. Porém, no caso de Goiânia onde não houve a aplicação deste sistema par excellence, constitui um erro complexo que vem sendo cometido por várias administrações. Entretanto, faz-se importante uma discussão do porque isto não se modifica para se adequar à realidade atual.
Apesar de alinhar-se com sistemas de outras cidades, o fato de Goiânia situar-se em um país de 3º mundo, com seus problemas bem diferenciados de Paris, por exemplo, merece um estudo mais elaborado e uma designação eficiente. Se não forem tomadas atitudes coerentes, baseadas em programas diversificados, problemas como os levantados por Bueno, continuarão acontecendo enquanto temos um record “magnífico” que não serve para acabar com as mazelas do sistema, além de deturpar a visão que o restante do país e do mundo tem sobre a cidade de Goiânia.
Baseados nos estudos acima, passamos a entender os fatores que levam a não execução de um urbanismo eficiente, dando resposta para os debates abertos no início do artigo e mostrando porque grande parte dos recursos públicos são destinados à melhorias voltadas para uma “minoria centralizada”, em detrimento de uma “maioria periférica”.
Essa inadequação do espaço público pode ser considerada como fruto direto de uma administração preocupada em gerir os recursos de forma eficiente – mostrando um governo “eficaz e trabalhador” – em vez de promover o bem estar social. Este sistema, no entanto, não atende completamente as diretrizes propostas pelo Plano Diretor, e a população que realmente necessita acaba sendo obrigada a enfrentar um “’urbanismo de pracinhas’, intervenções que na maioria das vezes se limitam a melhorias de ruas [...] e na criação de pracinhas que sempre angariam votos para as próximas eleições” (DIAS, 2008, s/p.). Este posicionamento dialoga diretamente com as idéias do teórico Carlos Antônio Leite Brandão, quando este expõe seu pensamento sobre a administração dos recursos públicos:
Ora, a eficiência na gestão de recursos é meio, e não fim, da ação política. O fim estaria justamente na construção do espaço da cidade como lugar do diálogo, da liberdade, do aprimoramento e realização de cada um, da construção de um costume justo e da melhoria da qualidade de vida comum. É justamente a discussão e a perseguição desse fim o que desaparece quando substituímos a idéia do governo promotor do bem público pela do governo eficiente na gestão de recursos. (BRANDÃO, 2008, s/p.).
É importante ressaltar também que o fator primordial que ainda falta em Goiânia até hoje, e que tentamos trazer à tona com este artigo, é uma política urbana que realmente abranja toda a população, não só no campo do planejamento, mas no campo da execução. Muitos desses problemas de promoção da qualidade de vida provavelmente são consequências da evitada, porém ocorrida, expansão urbana sem planejamento, que ocasiona invasões e loteamentos irregulares.
Entretanto, é muito provável também que o fato de Goiânia ser uma capital em crescimento gere um urbanismo que segue as tendências urbanísticas do momento, onde “o espaço público está diretamente ligado à lógica de consumo, e têm-se a chamada Cidade-Espetáculo, onde grandes arquitetos elevam o nome de pequenas cidades através de obras faraônicas muitas vezes descontextualizadas” (DIAS, 2008, s/p.). Exemplo claro disso é o Centro Cultural Oscar Niemeyer, um espaço que deveria ser abrangente, acessível e de uso público, mas que devido à sua má localização no cerrado goiano ocasionou sua auto-exclusão.
Não podemos também crucificar a atual administração ou dizer que os problemas na abordagem do espaço público são culpa exclusiva da mesma. Apesar de não ser o ideal, a prefeitura realiza projetos relacionados à temática do espaço público, como a requalificação e revitalização de vários parques urbanos – fato citado mais acima –, em acordo com o “Artigo 14º, Item VI, sub-item ‘E’ do Plano Diretor:requalificar os parques existentes em Goiânia, localizando-os em um zoneamento ambiental e dotando-os de plano de manejo”, (PLANO DIRETOR DE GOIÂNIA, 2007, PG. 8). Esse comprometimento com o Plano Diretor, apesar de tímido e considerado ineficiente quando levamos a discussão para as áreas mais carentes, contrasta diretamente com as análises feitas por diversos arquitetos na Revista Impulso:
“Um dos canais possíveis para isso – qualidade de vida - são as políticas setoriais de lazer, devidamente conectadas com as demais áreas socioculturais. A manutenção e animação de equipamentos de lazer e esporte podem ser ferramentas indispensáveis na re-significação do espaço urbano. Nas grandes cidades, as pessoas buscam por áreas abertas (praças, parques, etc.), pois sentem a necessidade de estar em contato com o meio ambiente.” (MARCELLINO; et all, 2008, p. 61).
Sendo justos, podemos enquadrar Goiânia como uma cidade que apesar das várias análises problemáticas ainda pode se dar ao luxo de ser uma metrópole modelo, conhecida como uma das melhores capitais para se morar. O que pretendemos e julgamos ter alcançado com este artigo não é criticar a atual administração ou fazer terrorismo com as deficiências do sistema, mas mostrar que a maneira como é feita a abordagem dos espaços públicos na cidade não atende de forma completa e eficiente à população que realmente necessita.
Temos que ressaltar que enquanto a prefeitura projeta e planeja revitalizações e requalificações dos grandes parques, bosques e praças, destinados às classes mais altas da sociedade, e localizados em áreas privilegiadas e midiaticamente estratégicas; as comunidades desprivilegiadas sócio-economicamente são obrigadas a se aglomerar em espaços privados ou de serviços, de baixa qualidade e, em muitas vezes, com recursos próprios. Não é pelo fato da cidade não possuir graves problemas de infraestrutura – ou os mesmos não serem mostrados abertamente à sociedade – que não se deve dar uma atenção especial ao estudo dos problemas pertinentes ao meio urbano.
Como conclusão geral, podemos dizer que a in-adequação do espaço público na cidade de Goiânia, como foi evidenciado em todo o artigo, deve-se diretamente a má abordagem feita sobre as áreas públicas desta capiral. Enquanto que para o bem estar da sociedade goiana o mais importante seria resolver os problemas sociais, o fato de manter uma cidade comercialmente divulgável e mais aceitável é que fica em primeiro plano para o poder público.
A partir do momento em que os recursos forem destinados de forma coerente a quem e onde realmente necessita, e as ações de fato passarem a pontuar as áreas estratégicas do ponto de vista social, atendendo adequadamente a todas as comunidades, gerando espaços públicos de qualidade, teremos então uma capital mais bonita, agradável e que disponibilize uma real infraestrutura pública a todos. Desta forma não estará privilegiando áreas centrais, mas manifestará uma considerável mudança social e soluções que promoverão qualidade de vida e integração social de fato e de direito de todos.
REFERÊNCIAS.
ALBERNAZ, Paula. REFLEXÕES SOBRE O ESPAÇO PÚBLICO ATUAL. In: LIMA, Evellyn Furquim Werneck & MALEQUE, Miria Roseira (org.). In: Espaço e cidade: conceitos e leituras. Rio de Janeiro: 7Letras, 2007.
BRANDÃO, Carlos Antônio Leite. ESPAÇO URBANO, MOBILIZAÇÃO SOCIAL E QUALIDADE DE VIDA: A CIDADE COMO LUGAR DO DIÁLOGO. In: Publicação da revista digital: Interpretar Arquitetura. 2001. Disponível em: http://www.arq.ufmg.br/ia/montesclaros.html , acessado em 26 de outubro de 2008.
BUENO, Laura Machado de Mello. PARÂMETROS PARA AVALIAÇÃO DE VIDA URBANA E QUALIDADE HABITACIONAL EM FAVELAS URBANIZADAS. In: Coletânea Habitare Vol. 1 - Avaliação Pós-ocupação: Métodos e Técnicas Aplicados à Habitação Social. São Paulo, 2002. Disponível em: http://www.habitare.org.br/pdf/publicacoes/arquivos/90.pdf, acessado em 12 de novembro de 2008.
DIAS, Fabiano. O DESAFIO DO ESPAÇO PÚBLICO NAS CIDADES DO SÉCULO XXI. In: Arquitextos – Periódico mensal de arquitetura. 2005. Disponível em: http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq000/esp312.asp , acessado em 15 de novembro de 2008.
FILHO, Raphael David dos Santos. ESPAÇO URBANO CONTEMPORÂNEO: AS RECENTES TRANSFORMAÇÕES NO ESPAÇO PÚBLICO E SUAS CONSEQUENTES IMPLICAÇÕES PARA UMA CRÍTICA AOS CONCEITOS TRADICIONAIS DO URBANO. Disponível em: http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq000/esp269.asp. Acessado em 10 de setembro de 2008.
JOVCHELOVITCH, Sandra. SOBRE A RELAÇÃO ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO. In: Representações sociais e esfera pública: a construção simbólica dos espaços públicos no Brasil. Rio de Janeiro: Vozes, 2000.
MARCELLINO, Nelson Carvalho; BARBOSA, Felipe Soligo; MARIANO, Stéphanie Helena. AS CIDADES E O ACESSO AOS ESPAÇOS E EQUIPAMENTOS DE LAZER. In: Impulso – Revista de Ciências Sociais e Humanas. Vol. 17. Pg 55-66. 2006. Disponível em: http://www.unimep.br/phpg/editora/revistaspdf/imp44.pdf#page=43 , acessado em 12 de novembro de 2008.
PIMENTEL, Venceslau. GOIÂNIA É A CAPITAL VERDE DO PAÍS, DIZ IRIS. Reportagem do Jornal Hoje, Goiânia, Nº. 430, publicado em 15/09/2007. Disponível em: http://www.hojenoticia.com.br/editoria_materia.php?id=12264. Acessado em 15 de janeiro de 2009.
PLANO DIRETOR DE GOIÂNIA. Publicado no Diário Oficial do Município de Goiânia Nº. 4147, em 26 de junho de 2007.
SERPA, Angelo. O ESPAÇO PÚBLICO NA CIDADE CONTEMPORÂNEA. São Paulo: Contexto, 2007.
"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos" (Charles Chaplin)
"...a pior solidão é aquela que se sente quando vc não está sozinho..." (orkut Janiny)
"...frenético não, eu sou pequenininha!" (Paula Chu)
"40? Pra que 30 se 20 dá? Toma 10 e divide 5 com seu irmão. Ah, traz o troco de balinha..." (Maico e Phophô)
"...a Super Nany disse que não pode dá..." (Dark Tatá)
"a casa que sonhava em ser ponte" (Lais Rincon)
"...tenho que saber se ela morreu, afinal, eu tenho que terminar o semestre e ela está no meu grupo..." (Devil Whithe Boy)
...adaptando... "pessoas boas vão para o céu, pessoas más vão onde querem..." pq quando trocasse pessoas por meninas, a frase se torna tão mais... normal???reflitamos...
"eu moro a um ônibus de distância do centro..." (Crazy Looney Lunatic Dani) - Ônibus como unidade de medida...
"...afronipônico..." (Elenise Araújo)
"Daí no calor dos ensaios a gente acabou se pegando" (Menino Bommmmmmmrrrssrsr)
"...sou um cachorro abandonado no fundo escuro de um terreno baldio..." (Carol Lopes)
"Congregação Nossa Senhora da Torneira de Banheiro" (Marcio P. Ramos)
"...abre mais porque eu tenho a cabeça grande..." (Lucas Urso)
"..eu não estou mandando você tomar no cú, apenas sugerindo..." (Vitor Sinan)
"...acho que você prefere eu pulando em cima de você..." (Patrícia Evellyn)
"-Sabe o que vai acontecer se você matar seu tio? -Sei, vou ganhar um nível"(Trevas....)
-Que refrigerante 600 você tem? “-De 600 eu só tenho uma coca lata.”(Garçom da Pizzaria)
"A mulher é a melhor e a pior coisa do mundo: te trazem as maiores felicidades e te fazem ter os piores sofrimentos!" (Bruno, O Violento)
"...demorou, me conheceu primeiro,e deu bobeira..." (J)
" VIXI! " (Frase da Klora Pato após declaração de amor do PB/TF)
"Voce ri por que não tem a menor chance de estudar com o punho direito de Satanás" (Lord Fábio)
"Não há nada a prova de idiotas" (José Maurício)
"Nunca desista do seu sonho, se naum tiverem procure em outra padaria" (Talita Sathler)
"VIP - Vim do Interior do Pará" (Comunidade do Orkut) que dá acesso à "BOA - Bebedores Oficiais de Açaí"....
"agora o pessoal vai fazer um filme sobre o Diogo (Botinha,Sorriso): Ensaio sobre a Leseira" (Dimitri)
"tú és Phophô, o pensamento lógico não importa pra vc" (Lucas Urso)
"Agora só me resta acreditar no amor" (Fernando Mota "El Bunitu")
"...10 reais a caxinha, deixo gozar 2 vezes..." (Marcela Chave de Fenda)
"...milnovecentos e guaraná de rolha..." (Yarinha "Pink")
"Tomá no qué c num cú naum né?" (Fernando Mota "El Bunito")
"Aoooooo vontade de arrastar o chifre no asfalto até sair faísca" (Larik Lopes - 2º P. ArqUrbUEG)
"...não existe pergunta indiscreta, existem respostas indiscretas..."(Larik Lopes, 2ºP. ArqUrbUEG)
Informação da página do google map" quando vc põe "como chegar" a pé, de uma cidade a outra: "Seja cuidadoso – Esta rota pode não ter calçadas ou caminhos de pedestres" - aprox. 1000km - aprox. 8dias e 21 horas (se o cara for highlander e não parar nunca...)
Domingo, 11/01/09, Saída da Boate SantaFé, Goiânia. Briga entre rapazes leva um deles a dar vários tiros no outro. Eis, que, nosso intrépido herói PB/TF solta a exímia e magnânima composição: "Bebe, saí e atirá, bebe, saí e atirá..."
Matheus chingando jogador no Serra Dourada: "Sua mãe não faz lasanha"
"Posso pagar com o corpo?" (Matheus Ubersexual O Garanhão da Madrugada)
"Eu vou vuáááááá" (Gordin em um brinquedo do ITA, desesperado e ensandecido)
"Seu filho de uma rã!!!" (Ana Paula Rosa)
"- Ela é chata, fresca, metida, mesquinha e medíocre!!! - O que eu vou querer com uma menina dessas então? - Chupar os peitos!!!" (Diálogo filosófico e esclarecedor entre dois amigos em um bar
"Véi, ela me chamou de amigo, se eu não for veado, o que eu sou então?"(Bocão)
Após muito ser cutucado na costela e ouvir 'grunhidos' - qui, qui, qui ,qui... eis que nosso querido amigo se exalta e exclama calmamente: "Mariana, pare com essas onomatopéias" (Marcus Bondade 'O' Santo)
" 00P, o senhor tem autorização para ser matador " (Márcio PB/TF)
"Vou te roubar pra mim! Porque roubar pra comer não é pecado!" "Oi, peidaram aqui, vamos pra lá?" (Cantadas Insanas - by Cléber da AP)
"Pão integral não é comida" (Renata Mendonça - Nutricionista)
"vou passar o dia em casa, pegar uns DVDs, compra chocolate, ruffles, e ter um dia de gordinha tensa" (Fran Fran)
"- Fi, eu sou loira de nascimento!!! - Nascimento é a marca de água oxigenada que você usa?" (Conversa entre uma senhorita com "luzes no cabelo" e o nosso intrépido herói Marcio PB/TF)
-Gordin, olha o tamanho dessa coxinha! "-É um almoço essa coxinha!" (Vendedor de coxinha - publicidade não é nada além disso...)
"-Vó, me dá 1 real? - Onde 'c' pensa que 'c' vai com 1 real menino?" (Divagando sobre as diversas possibilidades do que se fazer com 1 real...)
Discussão entre um casal: "- seu corno, viado, brocha, safado, cachorro, imprestável, filho da puta, desgraçado..." "- Gorda!"
"...mulher chata a gente aguenta, porque vez em quando inda rola uma fodinha, mas homi chato num dá..." (M.P.)
"Preto não tem DR mano, preto tem TRETA!" (PNJGMLKSN)
"Fi, ela faz muito gostoso, eu comi o tonho dela, nunca tinha feito isso, é bão demais, só que não tem jeito, a gente não se dá bem..." (por questões morais o nome não será revelado)
- Amor, topei com a Zumira no msn, ela me contou que tá mudando pra Bélgica. - ZUMIRA? O que essa sirigaita quer com vc? - Amor, ela só quer se despedir. - Imagino que queira se despedir com um lindo beijo de amor! (Dialógo insando entre um casal de namorados, onde a namorada é muito ciumenta... #TENSO)
"concerto computadores com certa maestria" (Fernando "Bunitu")
"Gordinha é que nem pantufa. Em casa é uma maravilha, mas na rua..." (Brenno)
Valores. Bolinha de Gude na última jogada. Memórias. Figurinha de Álbum ganha no bafo. Infância. De cueca, pelo elevador. Retrógrado. Sorvete de Chocolate com maionese e chiclete.
Lembrar é sempre uma viagem ao futuro do pretérito. Desejos. Como diria um sábio: “recordar é viver, e eu vivo porque amo vocês”. Não está inválido, apenas creio que amamos recordar aquilo que um dia vivemos, pois sempre será melhor do que amarmos o que somos hoje. Somos incompletos por natureza, sempre em busca do inexistente.
Maravilhoso era acreditar que o sol podia me cegar, na época em que o medo dos homens não existia. Era sublime acreditar que seu melhor amigo ia te salvar das garras do vilão, enquanto hoje batalhamos uns contra os outros apenas para sobreviver. De todas as galáxias tão distantes, o pote de biscoito em cima da geladeira estava muito além. Não tínhamos medo, o mundo era apenas o começo.
E lembrar da época quando assistir desenho era animado e não analítico. Quando jogar era lícito e não divertido. Quando ríamos uns com os outros e não uns dos outros. E quando cantar o tema do herói a plenos pulmões era a coisa mais importante no mundo, e não apenas por lembrar como foi um tempo bom.
Atacávamos nossos próprios moinhos de vento, com armaduras de ouro e coragem de meninos. Não por serem ameaças a nós, a humanidade, mas por ser um passo a ser dado, um homem a ser batido, um desafio a ser conquistado. Acima de matar ou morrer, estava o valor de um puxão de orelha da rainha, a punição máxima contra os crimes mais hediondos, inclusive o de produzir obras de arte a mão livre nos muros do castelo.
Acreditávamos em monstros de três cabeças, enquanto eles sempre tinham mais de cinco... Era puramente parnasiano, quebrar um simples copo de vidro e no âmago, ter quebrado o valor imensurável de uma alma...E era muito simples colocar alma e coração em tudo que fazíamos. Simplesmente pensar com a cabeça, e agir com o coração.
Mas nos tornamos homens com medo. Medo da vida, da morte, do mundo, de tudo. Juntando os pedaços, sempre.
Hoje olhamos pra trás e rimos daquelas crianças tão bobas. Como somos inocentes, eles que olham pra frente e riem daquilo que nos tornamos.
Percebo que minha vida é rara. Aliás, sou uma irregularidade do universo. Sempre desconfiei que merecia estudos e pesquisas como uma anomalia da natureza. Ninguém me explicaria. Nem eu mesma ousaria! Quanto mais procuro entender essa coisa estranhíssima chamada eu, mais esperneio por respostas. O que me faz ser esquisita assim? Não sei, mas...
Continuarei varrendo poeiras com um pincel de arqueólogo; tenho que me interpretar. Preciso saber onde nascem as minhas contradições. Será que entenderei porque vivo a provisoriedade com o mais profundo sentido de permanência, e porque mesmo com o coração atrofiado eu não consigo deixar de emocionar-me com a poesia e chorar baixinho ao contemplar um pôr do sol? Vou fazer um curso de escafandrista para mergulhar no meu interior; tenho que explorar essa timidez desenvolta, essa minha vontade de estar por entre a gente.. de falar sem cansar e ao mesmo tempo ser tão fascinada pelo silêncio. Tenho que descobrir porque não gosto de lembrar as melhores experiências do passado; tenho que averiguar a causa de temer tanto a dor da saudade. Deve haver uma razão porque fujo das boas memórias. Percebo que elas me torturam. Por algum motivo não consigo aceitar que a vida passe. Reluto com a dor de nunca mais poder voltar aos inúmeros lugares que tanto admirei e tento não revisitá-los quando eles voltam à minha recordação. Tenho que entender porque perturbo-me com a miséria humana, mas não deixo de dormir todas as noites com minha indiferença burguesa. Ao mesmo tempo em que sofro, me acovardo; enquanto protesto contra a destruição do planeta, usufruo a boa vida. Sou mesmo uma ambigüidade irritante. Sei que continuarei irrequieta com minhas inquietações. Vou caminhando contra o vento, sem lenço, sem documento e sem solução. Resta-me somente agradecer a Deus por deixar que eu continue a existir pois..
Apesar de tudo, sou um milagre. Só saber disso já dá vontade de pular de alegria.
Foto produzida para a matéria de MEAU do 7º Período do curso de Arquitetura e Urbanismo da UEG. A casa é de uma única moradora, que usa o quintal ao fundo para os ensaios de sua banda de rock.
Primeiro trabalho feito em CAD 3D/SketchUp, destinado a matéria de IFAU2, do curso de Arquitetura e Urbanismo da UEG. Programa básico contendo sala, cozinha, 2/4 sendo 1 suíte, banheiro social, garagem com vaga para 2 carros em gaveta, varanda e piscina.
Pracha Final de Apresentação da matéria de MMAU do Curso de Arquitetura e Urbanismo da UEG. Cópia proibida. Material protegido pelas leis intergaláticas que regulamentam as 17 galáxias.
Da série "Insanindades Em Pixels" Foto produzida para a matéria de MMAU do curso de Arquitetura e Urbanismo da UEG. Em cima a foto original, abaixo, a foto modificada no Photoshop.
Da série "Insanidades em Pixels". Foto da Casa de Câmara e Cadeia de Goiás Velho. Máscara de Destaque produzida para a matéria de MMAU do Curso de Arquitetura e Urbanismo da UEG. Esta foto é pessoal en instransferível, de propriedade do Autor. Toda cópia ou reprodução será enquadrada nas penas da lei. Hehehehe
Minha irmã falou que eu sou feio. E eu falei pra ela que ela era boba. Papai me falou que se eu comer tudo vou ficar bem grande. E mamãe me falou que quando crescer minha vida vai mudar. Minha prima falou que se eu quiser posso passar na casa dela. E meu primo falou que se me pegar olhando pra irmã dele de novo ele me pega. Minha avó falou algo que não entendi. E meu avô ficou rindo do programa na televisão. Meu melhor amigo falou que sábado não tem como a gente sair. E minha namorada me disse que está com dor de cabeça. Meu chefe falou que meu salário vai aumentar. E a minha namorada continua com dor de cabeça. Minha sogra falou que sou um bom partido. E meu melhor amigo falou que a comida da minha mulher é a melhor. Minha filha falou que precisava de ajuda com os deveres. E eu falei que não tinha tempo pra isso. Minha vizinha falou que precisava do forno emprestado pra fazer um bolo. E o bolo queimou devido ao esquecimento do mesmo. Minha filha pediu dinheiro pra ir ao shopping. E minha mulher pediu o divórcio. Minha filha falou que vai fugir de casa. E minha sogra não quer divisão de bens. Minha filha falou que não vai fazer besteira por causa da separação. E meu melhor amigo vai se casar com o amor da sua vida. Minha neta nasceu faz cinco meses. E meus óculos já não são tão bons. Minha vizinha trouxe uma camisa no meu aniversário. E agora ela está lavando a louça do jantar. Minha neta me disse que vem me visitar nas férias. E amanhã vou comprar um lindo presente para ela. Resolvi ficar em casa porque já era tarde. E mais tarde tem jogo da seleção.
Um homem cruza o umbral da porta de seu quarto, caminha, decidido em seu caminho. Ao passar em frente ao quarto de sua filha, pára, indeciso em seu caminho. Quando ouve o cachorro do vizinho uivando, retoma, decidido em seu caminho. Ao sentir o aroma e o frescor da noite, demorasse, indeciso em seu caminho. Vendo as marcas de sangue em suas mãos, continua, decidido em seu caminho. Quando iluminado pela lua cheia de março, devaneia, indeciso em seu caminho. Mas ao ver a rua escura e deserta, decide, o seu caminho. Mesmo após o tempo passado e as horas de caminhada, decidido, está o seu caminho. Sabendo que este tempo não está perdido, pela última vez, reflete sobre seu caminho. E como lampejo final, o mendigo em seu caminho.
Fica notório saber que o estouro da calma foi o último passo do caminho.
Chorando as mágoas hoje, apenas, Incrível coração dilacerado Só, somente só, Por nunca descreveres a verdade, Omite-a em falsas palavras deturpadas, Com uma falsa verdade social e puritana, Mantendo aparências, mantendo caráter, Mas, por que simplesmente não aceitas? A dolorida consciência de acreditar em vão Pobre coração, por que te apaixonas tão fácil? Maldito coração, porque não pensas em mim? Fica aí, se deixando levar, Por falsos amigos, por falsos ídolos, Por falsos amores, infundados amores, E o pior de tudo é a dúvida, insana dúvida, De quem é a culpa? Do cérebro, massa cinzenta motriz do ser, Ou da vida, que não dá brecha para o descanso... Por muito tempo agüento A desonrosa, pútrida, vadia, Que brinca comigo do nascer do dia, Ao por do sol esquecido e solitário Vida! Porque não se cansas de mim e vai brincar com outro Alguém forte, decidido, poderoso, Soberano do seu próprio destino Sabes que sou apenas um menino, Que cresceu, mas não sabe andar, Que cresceu e quer apenas acreditar... Amor! Frio, calculista, variável, Amargo, efêmero, incontrolável, Amaldiçôo-te todos os dias, Pois não mereces consideração minha, Sempre faço e desfaço o possível Sempre escolho, analiso e sintetizo, Personifico-o na forma de um ser A vontade de simplesmente ter Felicidade um dia, quem sabe, quando... Falta métrica, falta rima, falta sina Sou um mero poeta idealista Que tenta compensar a falta de categoria Com a motivação do seu dia-a-dia Um desejo insano, profano e mundano, Mas um simples e puro desejo de menino Que ouviu um dia dizer de um andarilho Que sábio é aquele que sabe ver As pequenas e valorosas coisas ao anoitecer... E por esse caminho ele resolver ser Um caminho correto, árduo e honroso, Sonhando e acreditando em um final bondoso Com um pote de ouro para que ele tenha gozo Mas pobre menino da poesia fraca Além de poeta, é pobre, panaca Ainda acredita em contos de fada Se der sorte terá pelo menos uma salvaguarda E mesmo depois de saber Que sendo certo irá perecer Mas sendo errado sua verdade irá prevalecer Escolhe o caminho das pedras O caminho que não trará dignidade Pois não será digno sendo justo O caminho que não provirá recompensas Pois é necessário enganar para ter lucro O caminho em que o amor, Provavelmente não estará... E depois desse poema medíocre e extremista Finalizo, pois, mais um sôfrego dia, Indo dormir acreditando, que, Talvez se eu aprender a não sofrer, Crescer e crescer, Minha alma encontre redenção ao amanhecer... Desejando a mim mesmo, Tenha um ótimo Novo dia!
Já faz alguns dias que me bateu uma vontade tremenda de escrever, não sei por quê. Acho que tem a ver com o fato de não ter nada motivante na minha vida neste momento, além dos complexos de sempre. Bem, faltava então, um tema, e eis que o merdinha apareceu hoje! Creio que tem muito a ver com uma cena um tanto quanto interessante que vi na faculdade, antes de vir para casa. Não que a cena fosse chocante, ou algo do gênero, mas foi algo que me fez pensar e refletir sobre o fato de que, as pessoas realmente são seres mudam com facilidade, desde que isso seja mais interessante pra si próprias. Soma-se isso ao fato de ontem eu ter batido um papo muito interessante sobre cruzar a linha da maturidade, e o fato de ter assistido um filme, no mínimo, cabuloso, absurdo e agoniante, que retrata com clareza a mediocridade humana... “Dogville” se possível, assistam... Bem, essa puta vontade de escrever veio, faltava uma idéia, uma tema, uma ação, mas tudo clareou após os eventos contados acima, então, decidi por escrever um texto incoerente, confuso e desconcertante, sobre nada e algo ao mesmo tempo, simplesmente pra retratar o que todo mundo vê, mas ninguém enxerga. Ah, isso também é uma declaração de amor... Roubando um título de um amigo meu, o qual devo várias honras, com vocês, a mais recente produção da minha mente insana, da série "Textículos":
TÍTULO dois pontos O GATO QUE CAIU NO MELADO PARÁGRAFO personagem um pergunta Era pra ser um texto cômico ponto de interrogação personagem dois responde Não vírgula romance reticências CORTA Mas o padeiro não deveria ter entregado os pães hoje vírgula é sexta hífen feira vírgula ninguém come pão na sexta hífen feira hífen pensou ponto Então a Dona Maria retirou hífen se da sala do assassino e dirigiu hífen se para a porta vírgula pensando no fato de que a missa de domingo não poderia acontecer normalmente vírgula visto que não conseguiriam comer todo pão até aquele evento ponto CORTA E hoje na sala de aula a professora pergunta para o atordoado aluno abre parênteses protagonista vírgula o herói da história fecha parênteses porque ele não havia concluído a tarefa que fora proposta ponto E nisto o aluno responde dois pontos abre aspas não tive tempo fecha aspas ponto Ao ouvir isso a irreverente e dinâmica professora responde com todo abre aspas ar de graça fecha aspas que possui dois pontos abre aspas tudo bem vírgula você pode fazer esta matéria no semestre que vem fecha aspas ponto CORTA PARÁGRAFO personagem um pergunta Mas então vossa senhoria deveria abordar o tema de forma mais sucinta vírgula talvez levar rosas ou uma caixa de bombons ponto de interrogação personagem dois responde Sim vírgula seria o prudente a se fazer vírgula mas neste meu vasto tempo de vida percebi que a prudência não funciona bem com todas ponto Para algumas é necessário se arriscar mais vírgula ousar mais vírgula uma tal de teoria de abre aspas mulher maçã fecha aspas ponto CORTA Rapidamente Dona Maria retorna para sua residência e começa a escrever cartas de despedia aos seus netos vírgula sabendo do destino que a esperava ponto Naquele momento soube que o padeiro era algo mais que um simples padeiro, ele também era reticências CORTA Ao ouvir a célebre porém ofensiva frase vírgula o aluno tenta desconversar sabendo com clareza que agora vírgula abre aspas o seu tava na reta fecha aspas ponto Neste momento aquele suor frio característico se manifesta na forma de uma gotícula que desce gelada pela espinha vírgula e pensa dois pontos fudeu ponto de exclamação CORTA PARÁGRAFO personagem um pergunta Então nobre colega vírgula o que o impede de domar e tomar o coração da jovem senhorita vírgula que se encontra confusa e abandonada ponto de interrogação personagem dois responde Problema em si não há vírgula caro companheiro vírgula apenas o fato daquela insegurança pertinente a todo coração que se encontra perturbado vírgula sem saber se está realmente apaixonado vírgula acho que vou cumprir com o prometido vírgula vou escrever uma carta de amor reticências CORTA o açougueiro turco disfarçado de alemão com sotaque japonês e idéias portuguesas na forma de vender o seu produto ponto Ora pois ponto de exclamação Isso é inconcebível hífen pensou hífen vírgula não existe cachorro quente de carne vírgula muito menos pão na sexta hífen feira ponto Resolveu então ir falar novamente com o assassino vírgula e encomendar um serviço discreto reticências CORTA abre aspas não vírgula ainda não fudeu fecha aspas Retira então de sua mochila um calendário vírgula munido de muita esperança vírgula e começa a verificar a possibilidade de agenciamento do seu horário na semana vírgula visto que o tempo era seu aliado e seu pior inimigo ponto Ao verificar que não possuía tempo algum vírgula e que não possui nenhum material para efetivação do trabalho vírgula a mesma voz interior grita a plenos pulmões dois pontos abre aspas agora fudeu vírgula fudeu mesmo ponto de exclamação fecha aspas CORTA PARÁGRAFO FINAL personagem um pergunta Então o que está esperando ponto de interrogação Tenho certeza que você terá o dom de conquistar a senhorita com isto vírgula uma atitude sincera ao escrever a carta vírgula e a ternura de suas palavras para acalentar aquele coração solitário ponto segundo personagem responde Preciso apenas achar minha caneta e um papel que possa reproduzir o início de tudo ponto Quero mostrar a craseado ela como me sinto em relação a tudo vírgula quero mostrar que sou apenas um frágil felino envolvido na doçura do seu melado vírgula esse melado que me conquistou vírgula que me envolveu como um todo e que me fez querer mais ponto final CORTA O assassino que na verdade era argentino vírgula foi encontrado pela Dona Maria sentado em sua poltrona com um chapéu de padeiro cobrindo sua cabeça vírgula enforcado hífen o vírgula e um cutelo atravessado em seu coração ponto Ao ver a cena Dona Maria entendeu que o mistério havia sido resolvido vírgula com todos os três personagens que na verdade eram um mortos no final vírgula fazendo com que a perspicaz senhora pudesse voltar a sua simples casa vírgula para cuidar do seu gato que havia caído no taxo de melado ponto Gato que por sua vez era um membro de uma facção separatista do sul goiano vírgula facção que por sua vez pertencia ao CRCCCTHAQMECPEUPCG hífen Comando Rosa Choque Chocante Com Três Hambúrgueres Alface Queijo Molho Especial Cebola Picles E Um Pão Com Gergelim vírgula que era um movimento de reivindicação do direitos marsupiais dos cangurus do cerrado vírgula aqueles verdinhos com bolinhas laranjas que ficam pulando o dia todo ponto final CORTA Então vírgula nosso intrépido herói resolve se manifestar vírgula e diz a seguinte frase dois pontos abre aspas tem momentos na vida que um homem tem que fazer vírgula aquilo que um homem tem que fazer fecha aspas ponto E neste momento ele grita dois pontos abre aspas o mãe ponto de exclamação E vai para casa cabisbaixo cuidar do seu cachorrinho faminto ponto Neste último evento não há espaço para um gato cair no melado vírgula por mais que isso tenha acontecido na casa do vizinho ponto final FINAL
É REALMENTE GRATIFICANTE SABER QUE VOCÊ SIMPLISMENTE NÃO TEM CULPA, AS PESSOAS A SUA VOLTA É QUE REALMENTE NÃO PRESTAM, NÃO VALEM NADA. LIXO, SIMPLESMENTE LIXO QUE AOS POUCOS VAI SENDO VARRIDO PRA BEM LONGE. OBRIGADO A TODAS AS PESSOAS IDIOTAS E DESGRAÇADAS QUE PASSARAM PELA MINHA VIDA. VALEU!!!
Um dia,numa rua de Goiânia, Eu vi uma amiga minha indo para aula, Com uma apostila de cursin, e uma mochila na mão Ela me falou do CEFET, Eu topei o desfio, E a história, aconteceu, mais ou menos, assim!
Eu entrei, a uns 5 anos atrás E não tem nada no CEFET que eu não saiba de mais (2X)
Eu vi o Stives ser todo pintado Vi o Daniel dar uma de ser namorado Eu vi o Sanderson, virando Meleca, na gincana do calouro Eu vi Eu vi o Coragem matando o Dragão O Irapuan pedindo "por favor, mais não" Eu vi Pedro e sua querida mão 3 vezes, bringando no recreio Eu vi
Eu entrei, a uns 5 anos atrás E não tem nada no CEFET que eu não saiba de mais (2X)
Eu vi a Bruna tomando uma gingada E o Gunther mamão gritando sempre, sempre Laura Vi o Mandioca se empalando de novo, e sumindo a garrafa Eu vi Eu vi o Alvaro tomando um rodão Vi o Marcio virando mais um morgadão Eu fiz o Jão virar um grande jogador, e eu mesmo não virei nada Eu fiz
Eu entrei, a uns 5 anos atrás E não tem nada no CEFET que eu não saiba de mais (2X)
Eu vi correndo toda a calourada cabaça Quando gritava, "pega e rala na pilastra" E o Képler que queria apenas uma gata, só catava a barangada Eu vi Eu vi Os Grilos tomando uma lavada E o grande Brier tomando tênis na cara Eu vi o Minoti correndo atrás da Evelyn E como cabaço não fez nada
Eu entrei, a uns 5 anos atrás E não tem nada no CEFET que eu não saiba de mais (2X)
Eu tava junto com os vetera na SBPC Eu vi a gameleira quando ela era bebê E quando a Andreia disse que era gostosa, eu também ri na cara dela Eu também Eu vi o Julio tomando murro nas costas E o Bocão dizendo: "Seis são é muito fodas!" E praquele que prová que eu to mentindo, eu tiro a minha Bandana!!!
Eu entrei, a uns 5 anos atrásE não tem nada no CEFET que eu não saiba de mais (2X)
PN Corporation,é nóis,é nóis (3X) PN Corporation Viemos Do CEFET Pra botá terror PN Corporation,o bonde demolidor Dexo te pega,agora não dá mais Terror do Centro-Oeste,a PN é sagaz Quem mando chama,já se arrependeu Agora fudeu,PN Corp apareceu Sem medo da morte Pior que Samurai PN Corp,é os JEDI Se vc treto Já tá travando o cuzão PN Corp,matador de Alemão Osnayde na nuca Um Sabre-de-Luz na mão PN Corp,é maldição Parece um terremoto Que botá pra jambrá Uh,formô,montando o catuca Correu na Vila Nova E lá na Redenção PN Corp,é os Fodão Supapo Leguito,derruba até ROTAN PN Corp,é os BAM-BAM Playboy é o caralho Nóis somos vagabundo PN Corp,sai varrendo todo mundo Bate de frente Se não der tu sai de perto PN Corp,é soco reto Movidos a paçoca,farinha e copo d'água Eu sou da gran PN que pega a mulherada Só muleque sinistro Só muleque fodão PN Corporation é o rosa e o verdão Essa união,o Botelho consagro Com seu lanche das 3 e o amendoim cavalo Campeão de Baile Funk e de dança em SC PN Corp,pego VC Tenta treta pra tu vê como é que é Tirando o grande Jão nóis só num bate em muié Quem for da PN,pode se juntar Quem não for,vamos quebrar Cadê o que tava aqui,quem foi que pegô Grande Marcio,o seu terror UH,sai de perto perto Os PN são indiscreto UH,sai da frente Se não quisé treta com gente Então,Chão........
Sacro santo sente-se satisfeito Sua siesta sabe-se sagaz Samba suado sempre sexta-feira Sábado soa solenemente sinal Sobe serra, sobe sal Sobe sala, sobe Sobral Sina serpenteando saborosa Sem sombra, sem sol Saboreando soberbo sugo Saboreando soberbo sal Senta, sede, sabe, sobra Sabe senta, sobra sede Sem saber sua sina Sobe sobe, santa senzalina Sepulcrado solo sovina Faz o céu chover, Ave Maria.
Autosuficientemente um aprendiz de terceira... Boçal... E foi achando em mim mesmo o que eu sempre busquei... Ser... Auto-proclamado idade das trevas... auto-proclamado renascença... E saber que o passado constante vagueia sempre em direção ao passado quando este não se faz presente... Devoto... Vaguear pelo inconstante da alma...sabendo que a resposta nem sempre está no fim... Pisar no minado terreno inimigo sem medo, não é uma qualidade arcaica e sim um objetivo distante... Dizer que nunca mais irá dizer é o mesmo que dizer o que sempre se diz... Trair-se... E penar sempre quando o sacrifício foi em vão,rezando para que o mundo acabe a seus pés... Desculpas... Não aceitas... E amaldiçoar a incompreensão gratuita...mesmo quando indecisa... E saber que sempre tudo é continuo e cíclico... E saber que sempre e sempre, com garra orgulho e coração...irei bradar aos quatro ventos... Por estado de espírito... Sou o mesmo de sempre que nunca decidiu evoluir, mas apenas continuar... O último... Mas não o único... Sempre e sempre, verdadeiro. Saudades de mim mesmo...
Mais uma vez na madrugada. O relógio bate 03:50h da manhã, o que pra mim é uma coincidência muito interessante, já que o sorvete que eu tomei mais cedo – ou mais tarde, depende do referencial – custou R$3,50. Coincidências a parte, penso se o pessoal que lê isto aqui realmente acredita no que está escrito, eu gostaria muito, pois é tudo verdade.
Ontem tivemos uma reunião do centro acadêmico, a penúltima antes do início das aulas, onde várias idéias foram abordadas, todas relativas. Descobri no decorrer do curso que tudo é relativo, depende de como você encara os problemas e o que eles realmente valem para você, mas prepotência minha, Einstein descobriu antes.
Ultimamente ando adotando problemas. Dentre todos posso citar o problema com “horário”, esse é fogo, nunca dá sossego. Tem também o problema com “relacionamentos interpessoais”, e esse vai perdurar pelo resto da vida, quem mandou ser Arquiteto? Podemos citar o probleminha com “insônia”, que vive andando junto com o problema de “olheiras e fadiga”, mas esses nem podem ser levados a sério tadinhos, é uma realidade para nós estudantes de arquitetura.
Gostaria que minha cabeça parasse de funcionar, pelo menos da meia-noite às 6 da manhã.
Por que o “tema” de hoje está tão desconexo? Creio que seja por estar passando pela “crise de meia idade” do curso. Início de sétimo período. Você não sabe se realmente aprendeu alguma coisa e fez por merecer durante toda a sua vida, mas já é tarde demais pra desistir e você se vê obrigado a seguir em frente. Você tem dúvidas, problemas, ocupações, idéias, vontades, sonhos..., tudo junto e misturado ao mesmo tempo num liquidificador. Não apenas os seus projetos, mas a sua vida passa a ser um “brain storm”, e aos poucos você passa a ser parte da edificação à sua volta. Seus olhos viram janelas, sua cabeça vira cobertura, seus braços e pernas apêndices da construção; onde cada célula do seu corpo quer ser um tijolinho aparente, um componente do concreto, um pilar de sustentação.
O cachorro da vizinha uiva. O barulho característico da viatura da polícia descendo a rua. Logo depois o caminhão de lixo. Solidão. Quadros e Requadros. Pensamentos dispersos numa noite sem fim. Noites sem fim. Uma tela preta ao fundo e um monte de riscos coloridos dispersos numa imensa folha sem limites. Isso me faz lembrar da música aquarela: “... numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo, e com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo...”. Todo arquiteto é um poeta por natureza, um amante da música, um apaixonado pelas belas artes. Esses pequenos lapsos vão formando o grande todo que é ser um arquiteto. Um louco, um vadio, um distúrbio psicótico sempre à beira de um colapso.
O texto deveria ter acabado aqui, mas como nada do que eu escrevo é muito sério – na verdade era pra ser, mas como já foi citado, nem em momentos sérios minha cabeça para de funcionar – resolvi deixar o parágrafo de trás bonitinho e guardar a piadinhas pra depois. Vamos brincar um pouco e reescrever o parágrafo com as devidas correções.
“O cachorro da vizinha... caminhão de lixo” (explica-se o porquê não consigo dormir). Solidão (pois não tenho TV a cabo, acesso à internet e toda minha família esta dormindo). Quadros e Requadros... Noites sem fim (isto se deve ao fato de acordar “grog” e porque o cachorro, os policiais e os lixeiros ainda não morreram). Uma tela preta...sem limites (maldito AutoCad). Isso me faz lembrar... amante da música (isso inclui axé, funk e pagode, vale tudo pra conseguir ficar acordado e terminar o projeto), um apaixonado pelas belas artes (isso inclui cubismo e arte abstrata, pois só assim para os nossos “pré-projetos” fazerem sentido). Esses pequenos lapsos – de memória - vão formando o grande todo que é ser um arquiteto (Nosgudou). Um louco, um vadio, um distúrbio psicótico sempre à beira de um colapso (e essa parte dispensa explicações).
Tentando voltar a falar sério, escrever suas idéias e coloca-las abertas a críticas talvez não seja uma boa idéia e isso também é relativo. Expor suas fraquezas e deixar “a cara à tapa” nunca é uma boa estratégia, se é que seja uma. Seria bom seguirmos em frente e não deixar rastros, mas a consciência nos lembra o tempo todo que temos obrigações e não podemos simplesmente passar por cima de tudo. Talvez deixar algumas coisas pra depois e mudar os planos faça mais sentido agora. Talvez esteja realmente na hora de mudar e se admitir – por favor, sem piadinhas infames, infames piadinhas – como alguém, que tem um papel fundamental para o bem estar de todos. Talvez seja realmente a hora de deixar de pensar como estudante, e passar a pensar como profissional. Talvez.
Mais uma vez acordo na madrugada, mais precisamente às 4h da manhã. Antes de começar o diálogo, explico que o mesmo deriva-se de uma comunidade do nosso querido Orkut, intitulada “Gosto de Gente Inteligente”, com o seguinte tópico: “porque você se considera inteligente?”. Peço desculpa a todos logo de início, pois acordei as 4 da manhã por causa de um exame, “tô grog” e com fome... bem, não levem em consideração os devaneios e incoerências em excesso, estamos em um “jornal piloto”, temos que ser mais divertidos e irreverentes!
Para começar acho que o cara que postou o tal tópico pode ser o mais inteligente, ou o mais filho da “mulher que se encontra, às 2h da manhã, na Paranaíba, vendendo doces e salgadinhos” de todos aqui. Ele provoca automaticamente conflitos em todos que se deparam com esta pergunta, no caso de realmente cogitarmos a possibilidade de sermos inteligentes, nos levando a tentar justificar tal consideração.
Após ler alguns “posts” chega-se claramente à conclusão de que o tal tópico – e porventura um possível debate entre amigos - não vai passar de um conflito entre egos, uns maiores, outros menores; vai ganhar quem souber ter a cara mais lavada. Os que tentarem ser humildes, mesmo sendo inteligentes, não importa o quanto, serão sempre arrogantes, por mais que tentem. A única coisa que vai definitivamente valer no final das contas é o pensamento alheio. Mas, para começar, o que é “ser inteligente”?
Sabedoria, conhecimento, cultura, QI e outros termos, usados como justificativa para sanar tal dúvida, são muito diferentes. Segundo o dicionário “Globo” – porque Aurélio é muito piegas - ser inteligente é “compreender as coisas com facilidade”. Então, todas as outras definições para inteligente estão erradas, ou seja, quem respondeu diferente é desprovido de inteligência ou "burro" - coitado do quadrúpede, ele não tem culpa da sua situação perante o mundo –, mas ser inteligente – também se utilizando do dicionário Globo pois Aurélio é muito piegas - também é ser “destro” e “hábil”; logo, todos os canhotos são "burros"? E, indo mais adiante, quem tem a "habilidade" de “morder o cotovelo” é inteligente; então, todos somos hábeis, logo, todos somos inteligentes, pura lógica não?
Maldita língua portuguesa... (expressão de ira nos olhos!).
Partindo da premissa de que estará valendo o termo: "ser inteligente" é facilidade de compreender; sim, somos inteligentes. Mas acho isto..., complicado..., muito simplório..., podemos ir além. Penso que ser inteligente seja uma junção de tudo, por exemplo o QI. Levemos em consideração a existências de “tipos de inteligência”: física, matemática, cultural, emocional... Apenas aqueles com raciocínio lógico matemático apurado têm QI alto? Onde ficam os grandes poetas e escritores? Não seria um “QI Ortográfico"? Pasquale Cipro Neto não teria um QI alto, então, seria "burro"? Admiramos quem resolve integrais e derivadas com perfeição, mas também nos deixamos levar por quem tem o dom das palavras, isto também não seria uma forma de inteligência?
Outro exemplo um pouco mais desconexo: aqueles que são hábeis com os pés, mas um tanto quanto "iletrados", pra não tecermos outros comentários e justificarmos a afirmação, também não seriam eles inteligentes? Pensem: os caras trabalham dois tempos de 45 min. e ganham em um mês mais do que provavelmente você vai ganhar em sua vida toda, ao meu ver são muito inteligentes, com certeza. Sabem aproveitar e usar o dom que têm - ou que adquiriram - com habilidade, certamente inteligentes!
Levando em consideração a junção de tudo, ser inteligente seria “saber-se fazer presente em qualquer situação”. Não lembro quem “postou” algo parecido como justificativa, mas considero a melhor das respostas, apenas farei uma remodelagem: ser inteligente é saber interar-se com tudo e com todos, em qualquer situação. É literalmente saber “fazer-se presente”, não por ter conhecimento em todas as áreas, mas saber usar aquilo que possui - e passar adiante - com sabedoria, usando cultura e conhecimento. Apesar de "cultura, sabedoria, conhecimento..." serem coisas totalmente diferentes, elas andam completamente juntas, você apenas tem que saber fazer "a viagem"...
Nesse caso, sim, eu sou inteligente! E você, também é? Penso que serei crucificado pelas minhas palavras, mas quem não o é? Boa viagem.
Após a combinação macabra de uma Fanta Tailândia (“sabores do mundo”, manga e laranja creio eu, “bonííííííííííssima”, idéia de uma amiga minha) e um “croquete” (creio eu da mesma forma, algo parecido com um disco de carne, só que não era do preto, e sim do amarelo, vide opções de escolha) antes de sair da faculdade e retornar à Goiânia, abalizada com um “upgrade” das rosquinhas de coco da vovó ao chegar em casa, fui obrigado a levantar-me às 2:00h da manhã para uma atividade real, algo normal no caso de estarmos virando noites, péssimo quando isso acontece “após” virarmos “algumas” noites. Virar a noite (ou ‘Virada”) pode ser comparada ao sexo: se você ainda não fez, algum dia vai fazer. Para os chocados com as palavras acima tenho apenas uma coisa a dizer: quem sabe o que, já sabe, conhece, não tem problema, é normal; quem não sabe, não sabe, logo, não têm a mínima idéia e não tem porque ficar impressionado. (pausa para o “coffe break” – 15 minutos uns 300mls a menos depois) Nós, Arquitetos em formação, precisamos perder alguns dogmas, para o nosso bem e para o futuro da arquitetura que está começando agora. Foi nisso que estava pensando durante minha estadia no trono... Nossa unidade universitária é muito carente de um monte de coisas, materiais, estrutura, professores e afins, mas isso, ainda não está bem ao nosso alcance de ser resolvido, é claro, podemos exigir, protestar, brigar e tudo mais, mas a verba, a iniciativa, o realizar, para o nosso penar, vem de cima, apenas a cobrança vem da gente. Agora, algo que não tem nada a ver com diretoria, reitoria e até mesmo coordenação, e continua em falta na nossa unidade, algo que só depende de nós alunos, e principalmente de nós alunos da FAU, são atividades culturais e “sequelados artísticos”. Quando digo atividades culturais (pausa para o “chá das 3”- 10 minutos e +/-500 gramas a menos depois) não é apenas festas no Laboratório, não é apenas voz e violão no pátio, não é apenas as manifestações contra a reitoria (na minha opinião a melhor de todas, mobiliza todo mundo e traz uma convivência monstruosa entre todos), isso com toda certeza é muito válido, mas não é só isso, é realmente fazer atividades que englobem várias coisas, como dança, teatro, pintura, canto...e por aí vai. Quando o C.A.C.A.U. Unicidade entrou se propôs a fazer isso, criar vínculos com a comunidade estudantil e fazer este tipo de atividades, mas devido a organização da Semana de Arquitetura isto ainda não foi possível, logo, a iniciativa deve partir de todos os alunos da FAU, e dos outros cursos também, quanto mais gente trouxer idéias, mais e melhores serão os possíveis eventos a serem realizados, a participação de todos em todas as atividades é imprescindível. Quando digo “sequelados artísticos” (que foi onde tive a idéia de escrever em você, noitário), é literalmente o que se lê: sequelados, surtados, lunáticos, pirados, doidinhos, chamem do que quiser. São eles que geralmente trazem as melhores idéias, e são eles que geralmente fazem as coisas acontecerem, cada um na sua área é claro. Nós da arquitetura, precisamos literalmente de sequelados artísticos, pessoas que choquem realmente a universidade. Mostras de CVAU 2, positivo. Exposição de trabalhos, positivo. Mas... cadê a iniciativa dos alunos? Onde estão os futuros arquitetos, que muitas das vezes passam por tudo isso, olham e dizem: “legal”. Não fazem uma análise crítica, não fazem um comentário decente, muitas vezes também apenas criticam negativamente, sem nem mesmo entender o que se passa. E... nós vamos ficar fixados apenas nisso, arquitetura? Nós arquitetos vamos ficar restritos a isso, arquitetos? Ninguém tem encéfalo e polegar opositor suficiente pra sair da mesmice e fazer algo diferente? Não pretendo passar 5 anos da minha vida numa universidade e simplesmente “passar por ela”, não vivenciar, não acreditar que todos podemos fazer algo a mais. É... está faltando Guaraná Antártica pra galera...(isso me lembrou a Fanta, ‘guenta ae” que vou ali “tomar um ar”) (“...minutos depois...” - voz de locutor de desenho do Batman) . Essa falta de sequelados nos mostra a falta de comunicação, o “déficit criacional”, o medo de “pagar mico”, de se expor para a universidade, para o mundo. Não é assim que devemos ser. Se alguém canta bem, porque não vai lá e canta? Se alguém tem idéia de uma apresentação teatral, porque não grita no meio do pátio, chama o pessoal e expõe o seu trabalho, que você com certeza passou horas criando e trabalhando pra ser aquilo que você gosta? Vamos continuar com medo de mostrar as idéias que temos? Muito do que existe hoje e do que é reconhecido hoje começou assim, com críticas, com risos debochados, com piadinhas e bochechas vermelhas, mas depois, muitos se calaram e deram o braço a torcer para os “doidinhos que não tinham mais o que fazer”.
Deixo aqui então a minha idéia a quem possa interessar...SEJAM. Existe um termo muito utilizado por muitas pessoas, mas que talvez não seja do conhecimento de todos: “Botar pra Jambrar”. Botar pra jambrar pode ser traduzido com “fazer acontecer”. É isso que temos que fazer, botar pra jambrar, é por o negócio pra funcionar (não leiam com duplo sentido, ou triplo, ou quádruplo...), é realmente por em prática as idéias e se tornar mais um “King Kong” universitário. Fazer uma grande apresentação, juntar muita gente, fazer um festival universitário de artes, englobar os pequenos grupos que já fazem algo assim, e virar um grande grupo, algo reconhecido, algo de respeito, que pode vir a gerar grandes nomes. Muitos dos profissionais da “mídia“ (escritores, músicos, dançarinos, cantores...) hoje, não se formaram em letras, música, artes cênicas e afins...são arquitetos, engenheiros, biólogos, farmacêuticos, químicos, matemáticos e afins que levantaram uma noite, após uma Fanta (mas acho que a culpa está no croquete, eu sinto isso...) e resolveram botar pra jambrar, é nisso que acredito e gostaria que todos pelo menos pensassem sobre o assunto.
Bem, acho que após os dois desabafos (entendam como se deve ser entendido), posso ir dormir tranquilamente (será?), e acordar amanhã para mais um dia “dessa existência maldita nesse sertão desgraçado” (retirado da música Rap da Roça, do Kaquinho Big Dog).
Finalizo meu depoimento a você amigo de todas as noites, com um pequeno poeminha que aprendi nos idos do século passado, mais ou menos pela 3º série, e que com toda certeza é do conhecimento de todos: “quando sento no vaso, sinto uma emoção profunda, a #$%&* bate na água, e a água bate na @#$%&”. Apesar do caráter cômico, reflita.