Autosuficientemente um aprendiz de terceira...
Boçal...
E foi achando em mim mesmo o que eu sempre busquei...
Ser...
Auto-proclamado idade das trevas... auto-proclamado renascença...
E saber que o passado constante vagueia sempre em direção ao passado quando este não se faz presente...
Devoto...
Vaguear pelo inconstante da alma...sabendo que a resposta nem sempre está no fim...
Pisar no minado terreno inimigo sem medo, não é uma qualidade arcaica e sim um objetivo distante...
Dizer que nunca mais irá dizer é o mesmo que dizer o que sempre se diz...
Trair-se...
E penar sempre quando o sacrifício foi em vão,rezando para que o mundo acabe a seus pés...
Desculpas...
Não aceitas...
E amaldiçoar a incompreensão gratuita...mesmo quando indecisa...
E saber que sempre tudo é continuo e cíclico...
E saber que sempre e sempre, com garra orgulho e coração...irei bradar aos quatro ventos...
Por estado de espírito...
Sou o mesmo de sempre que nunca decidiu evoluir, mas apenas continuar...
O último...
Mas não o único...
Sempre e sempre, verdadeiro.
Saudades de mim mesmo...
julho 28, 2008
julho 27, 2008
“Noitário” de um arquiteto solitário – 17/02/2008
Querido Noitário;
Mais uma vez na madrugada. O relógio bate 03:50h da manhã, o que pra mim é uma coincidência muito interessante, já que o sorvete que eu tomei mais cedo – ou mais tarde, depende do referencial – custou R$3,50. Coincidências a parte, penso se o pessoal que lê isto aqui realmente acredita no que está escrito, eu gostaria muito, pois é tudo verdade.
Ontem tivemos uma reunião do centro acadêmico, a penúltima antes do início das aulas, onde várias idéias foram abordadas, todas relativas. Descobri no decorrer do curso que tudo é relativo, depende de como você encara os problemas e o que eles realmente valem para você, mas prepotência minha, Einstein descobriu antes.
Ultimamente ando adotando problemas. Dentre todos posso citar o problema com “horário”, esse é fogo, nunca dá sossego. Tem também o problema com “relacionamentos interpessoais”, e esse vai perdurar pelo resto da vida, quem mandou ser Arquiteto? Podemos citar o probleminha com “insônia”, que vive andando junto com o problema de “olheiras e fadiga”, mas esses nem podem ser levados a sério tadinhos, é uma realidade para nós estudantes de arquitetura.
Gostaria que minha cabeça parasse de funcionar, pelo menos da meia-noite às 6 da manhã.
Por que o “tema” de hoje está tão desconexo? Creio que seja por estar passando pela “crise de meia idade” do curso. Início de sétimo período. Você não sabe se realmente aprendeu alguma coisa e fez por merecer durante toda a sua vida, mas já é tarde demais pra desistir e você se vê obrigado a seguir em frente. Você tem dúvidas, problemas, ocupações, idéias, vontades, sonhos..., tudo junto e misturado ao mesmo tempo num liquidificador. Não apenas os seus projetos, mas a sua vida passa a ser um “brain storm”, e aos poucos você passa a ser parte da edificação à sua volta. Seus olhos viram janelas, sua cabeça vira cobertura, seus braços e pernas apêndices da construção; onde cada célula do seu corpo quer ser um tijolinho aparente, um componente do concreto, um pilar de sustentação.
O cachorro da vizinha uiva. O barulho característico da viatura da polícia descendo a rua. Logo depois o caminhão de lixo. Solidão. Quadros e Requadros. Pensamentos dispersos numa noite sem fim. Noites sem fim. Uma tela preta ao fundo e um monte de riscos coloridos dispersos numa imensa folha sem limites. Isso me faz lembrar da música aquarela: “... numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo, e com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo...”. Todo arquiteto é um poeta por natureza, um amante da música, um apaixonado pelas belas artes. Esses pequenos lapsos vão formando o grande todo que é ser um arquiteto. Um louco, um vadio, um distúrbio psicótico sempre à beira de um colapso.
O texto deveria ter acabado aqui, mas como nada do que eu escrevo é muito sério – na verdade era pra ser, mas como já foi citado, nem em momentos sérios minha cabeça para de funcionar – resolvi deixar o parágrafo de trás bonitinho e guardar a piadinhas pra depois. Vamos brincar um pouco e reescrever o parágrafo com as devidas correções.
“O cachorro da vizinha... caminhão de lixo” (explica-se o porquê não consigo dormir). Solidão (pois não tenho TV a cabo, acesso à internet e toda minha família esta dormindo). Quadros e Requadros... Noites sem fim (isto se deve ao fato de acordar “grog” e porque o cachorro, os policiais e os lixeiros ainda não morreram). Uma tela preta...sem limites (maldito AutoCad). Isso me faz lembrar... amante da música (isso inclui axé, funk e pagode, vale tudo pra conseguir ficar acordado e terminar o projeto), um apaixonado pelas belas artes (isso inclui cubismo e arte abstrata, pois só assim para os nossos “pré-projetos” fazerem sentido). Esses pequenos lapsos – de memória - vão formando o grande todo que é ser um arquiteto (Nosgudou). Um louco, um vadio, um distúrbio psicótico sempre à beira de um colapso (e essa parte dispensa explicações).
Tentando voltar a falar sério, escrever suas idéias e coloca-las abertas a críticas talvez não seja uma boa idéia e isso também é relativo. Expor suas fraquezas e deixar “a cara à tapa” nunca é uma boa estratégia, se é que seja uma. Seria bom seguirmos em frente e não deixar rastros, mas a consciência nos lembra o tempo todo que temos obrigações e não podemos simplesmente passar por cima de tudo. Talvez deixar algumas coisas pra depois e mudar os planos faça mais sentido agora. Talvez esteja realmente na hora de mudar e se admitir – por favor, sem piadinhas infames, infames piadinhas – como alguém, que tem um papel fundamental para o bem estar de todos. Talvez seja realmente a hora de deixar de pensar como estudante, e passar a pensar como profissional. Talvez.
Percebi que tenho fome, mas não sei do que.
Preciso de uma redatora.
Mais uma vez na madrugada. O relógio bate 03:50h da manhã, o que pra mim é uma coincidência muito interessante, já que o sorvete que eu tomei mais cedo – ou mais tarde, depende do referencial – custou R$3,50. Coincidências a parte, penso se o pessoal que lê isto aqui realmente acredita no que está escrito, eu gostaria muito, pois é tudo verdade.
Ontem tivemos uma reunião do centro acadêmico, a penúltima antes do início das aulas, onde várias idéias foram abordadas, todas relativas. Descobri no decorrer do curso que tudo é relativo, depende de como você encara os problemas e o que eles realmente valem para você, mas prepotência minha, Einstein descobriu antes.
Ultimamente ando adotando problemas. Dentre todos posso citar o problema com “horário”, esse é fogo, nunca dá sossego. Tem também o problema com “relacionamentos interpessoais”, e esse vai perdurar pelo resto da vida, quem mandou ser Arquiteto? Podemos citar o probleminha com “insônia”, que vive andando junto com o problema de “olheiras e fadiga”, mas esses nem podem ser levados a sério tadinhos, é uma realidade para nós estudantes de arquitetura.
Gostaria que minha cabeça parasse de funcionar, pelo menos da meia-noite às 6 da manhã.
Por que o “tema” de hoje está tão desconexo? Creio que seja por estar passando pela “crise de meia idade” do curso. Início de sétimo período. Você não sabe se realmente aprendeu alguma coisa e fez por merecer durante toda a sua vida, mas já é tarde demais pra desistir e você se vê obrigado a seguir em frente. Você tem dúvidas, problemas, ocupações, idéias, vontades, sonhos..., tudo junto e misturado ao mesmo tempo num liquidificador. Não apenas os seus projetos, mas a sua vida passa a ser um “brain storm”, e aos poucos você passa a ser parte da edificação à sua volta. Seus olhos viram janelas, sua cabeça vira cobertura, seus braços e pernas apêndices da construção; onde cada célula do seu corpo quer ser um tijolinho aparente, um componente do concreto, um pilar de sustentação.
O cachorro da vizinha uiva. O barulho característico da viatura da polícia descendo a rua. Logo depois o caminhão de lixo. Solidão. Quadros e Requadros. Pensamentos dispersos numa noite sem fim. Noites sem fim. Uma tela preta ao fundo e um monte de riscos coloridos dispersos numa imensa folha sem limites. Isso me faz lembrar da música aquarela: “... numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo, e com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo...”. Todo arquiteto é um poeta por natureza, um amante da música, um apaixonado pelas belas artes. Esses pequenos lapsos vão formando o grande todo que é ser um arquiteto. Um louco, um vadio, um distúrbio psicótico sempre à beira de um colapso.
O texto deveria ter acabado aqui, mas como nada do que eu escrevo é muito sério – na verdade era pra ser, mas como já foi citado, nem em momentos sérios minha cabeça para de funcionar – resolvi deixar o parágrafo de trás bonitinho e guardar a piadinhas pra depois. Vamos brincar um pouco e reescrever o parágrafo com as devidas correções.
“O cachorro da vizinha... caminhão de lixo” (explica-se o porquê não consigo dormir). Solidão (pois não tenho TV a cabo, acesso à internet e toda minha família esta dormindo). Quadros e Requadros... Noites sem fim (isto se deve ao fato de acordar “grog” e porque o cachorro, os policiais e os lixeiros ainda não morreram). Uma tela preta...sem limites (maldito AutoCad). Isso me faz lembrar... amante da música (isso inclui axé, funk e pagode, vale tudo pra conseguir ficar acordado e terminar o projeto), um apaixonado pelas belas artes (isso inclui cubismo e arte abstrata, pois só assim para os nossos “pré-projetos” fazerem sentido). Esses pequenos lapsos – de memória - vão formando o grande todo que é ser um arquiteto (Nosgudou). Um louco, um vadio, um distúrbio psicótico sempre à beira de um colapso (e essa parte dispensa explicações).
Tentando voltar a falar sério, escrever suas idéias e coloca-las abertas a críticas talvez não seja uma boa idéia e isso também é relativo. Expor suas fraquezas e deixar “a cara à tapa” nunca é uma boa estratégia, se é que seja uma. Seria bom seguirmos em frente e não deixar rastros, mas a consciência nos lembra o tempo todo que temos obrigações e não podemos simplesmente passar por cima de tudo. Talvez deixar algumas coisas pra depois e mudar os planos faça mais sentido agora. Talvez esteja realmente na hora de mudar e se admitir – por favor, sem piadinhas infames, infames piadinhas – como alguém, que tem um papel fundamental para o bem estar de todos. Talvez seja realmente a hora de deixar de pensar como estudante, e passar a pensar como profissional. Talvez.
Percebi que tenho fome, mas não sei do que.
Preciso de uma redatora.
julho 26, 2008
“Noitário” de um arquiteto solitário – 14/11/2007
Querido Noitário;
Mais uma vez acordo na madrugada, mais precisamente às 4h da manhã. Antes de começar o diálogo, explico que o mesmo deriva-se de uma comunidade do nosso querido Orkut, intitulada “Gosto de Gente Inteligente”, com o seguinte tópico: “porque você se considera inteligente?”. Peço desculpa a todos logo de início, pois acordei as 4 da manhã por causa de um exame, “tô grog” e com fome... bem, não levem em consideração os devaneios e incoerências em excesso, estamos em um “jornal piloto”, temos que ser mais divertidos e irreverentes!
Mais uma vez acordo na madrugada, mais precisamente às 4h da manhã. Antes de começar o diálogo, explico que o mesmo deriva-se de uma comunidade do nosso querido Orkut, intitulada “Gosto de Gente Inteligente”, com o seguinte tópico: “porque você se considera inteligente?”. Peço desculpa a todos logo de início, pois acordei as 4 da manhã por causa de um exame, “tô grog” e com fome... bem, não levem em consideração os devaneios e incoerências em excesso, estamos em um “jornal piloto”, temos que ser mais divertidos e irreverentes!
Para começar acho que o cara que postou o tal tópico pode ser o mais inteligente, ou o mais filho da “mulher que se encontra, às 2h da manhã, na Paranaíba, vendendo doces e salgadinhos” de todos aqui. Ele provoca automaticamente conflitos em todos que se deparam com esta pergunta, no caso de realmente cogitarmos a possibilidade de sermos inteligentes, nos levando a tentar justificar tal consideração.
Após ler alguns “posts” chega-se claramente à conclusão de que o tal tópico – e porventura um possível debate entre amigos - não vai passar de um conflito entre egos, uns maiores, outros menores; vai ganhar quem souber ter a cara mais lavada. Os que tentarem ser humildes, mesmo sendo inteligentes, não importa o quanto, serão sempre arrogantes, por mais que tentem. A única coisa que vai definitivamente valer no final das contas é o pensamento alheio. Mas, para começar, o que é “ser inteligente”?
Sabedoria, conhecimento, cultura, QI e outros termos, usados como justificativa para sanar tal dúvida, são muito diferentes. Segundo o dicionário “Globo” – porque Aurélio é muito piegas - ser inteligente é “compreender as coisas com facilidade”. Então, todas as outras definições para inteligente estão erradas, ou seja, quem respondeu diferente é desprovido de inteligência ou "burro" - coitado do quadrúpede, ele não tem culpa da sua situação perante o mundo –, mas ser inteligente – também se utilizando do dicionário Globo pois Aurélio é muito piegas - também é ser “destro” e “hábil”; logo, todos os canhotos são "burros"? E, indo mais adiante, quem tem a "habilidade" de “morder o cotovelo” é inteligente; então, todos somos hábeis, logo, todos somos inteligentes, pura lógica não?
Maldita língua portuguesa... (expressão de ira nos olhos!).
Partindo da premissa de que estará valendo o termo: "ser inteligente" é facilidade de compreender; sim, somos inteligentes. Mas acho isto..., complicado..., muito simplório..., podemos ir além. Penso que ser inteligente seja uma junção de tudo, por exemplo o QI. Levemos em consideração a existências de “tipos de inteligência”: física, matemática, cultural, emocional... Apenas aqueles com raciocínio lógico matemático apurado têm QI alto? Onde ficam os grandes poetas e escritores? Não seria um “QI Ortográfico"? Pasquale Cipro Neto não teria um QI alto, então, seria "burro"? Admiramos quem resolve integrais e derivadas com perfeição, mas também nos deixamos levar por quem tem o dom das palavras, isto também não seria uma forma de inteligência?
Outro exemplo um pouco mais desconexo: aqueles que são hábeis com os pés, mas um tanto quanto "iletrados", pra não tecermos outros comentários e justificarmos a afirmação, também não seriam eles inteligentes? Pensem: os caras trabalham dois tempos de 45 min. e ganham em um mês mais do que provavelmente você vai ganhar em sua vida toda, ao meu ver são muito inteligentes, com certeza. Sabem aproveitar e usar o dom que têm - ou que adquiriram - com habilidade, certamente inteligentes!
Levando em consideração a junção de tudo, ser inteligente seria “saber-se fazer presente em qualquer situação”. Não lembro quem “postou” algo parecido como justificativa, mas considero a melhor das respostas, apenas farei uma remodelagem: ser inteligente é saber interar-se com tudo e com todos, em qualquer situação. É literalmente saber “fazer-se presente”, não por ter conhecimento em todas as áreas, mas saber usar aquilo que possui - e passar adiante - com sabedoria, usando cultura e conhecimento. Apesar de "cultura, sabedoria, conhecimento..." serem coisas totalmente diferentes, elas andam completamente juntas, você apenas tem que saber fazer "a viagem"...
Nesse caso, sim, eu sou inteligente!
E você, também é?
Penso que serei crucificado pelas minhas palavras, mas quem não o é?
Boa viagem.
E você, também é?
Penso que serei crucificado pelas minhas palavras, mas quem não o é?
Boa viagem.
julho 25, 2008
“Noitário” de um arquiteto solitário – 25/10/2007
Querido Noitário;
Após a combinação macabra de uma Fanta Tailândia (“sabores do mundo”, manga e laranja creio eu, “bonííííííííííssima”, idéia de uma amiga minha) e um “croquete” (creio eu da mesma forma, algo parecido com um disco de carne, só que não era do preto, e sim do amarelo, vide opções de escolha) antes de sair da faculdade e retornar à Goiânia, abalizada com um “upgrade” das rosquinhas de coco da vovó ao chegar em casa, fui obrigado a levantar-me às 2:00h da manhã para uma atividade real, algo normal no caso de estarmos virando noites, péssimo quando isso acontece “após” virarmos “algumas” noites.
Virar a noite (ou ‘Virada”) pode ser comparada ao sexo: se você ainda não fez, algum dia vai fazer. Para os chocados com as palavras acima tenho apenas uma coisa a dizer: quem sabe o que, já sabe, conhece, não tem problema, é normal; quem não sabe, não sabe, logo, não têm a mínima idéia e não tem porque ficar impressionado. (pausa para o “coffe break” – 15 minutos uns 300mls a menos depois) Nós, Arquitetos em formação, precisamos perder alguns dogmas, para o nosso bem e para o futuro da arquitetura que está começando agora. Foi nisso que estava pensando durante minha estadia no trono...
Nossa unidade universitária é muito carente de um monte de coisas, materiais, estrutura, professores e afins, mas isso, ainda não está bem ao nosso alcance de ser resolvido, é claro, podemos exigir, protestar, brigar e tudo mais, mas a verba, a iniciativa, o realizar, para o nosso penar, vem de cima, apenas a cobrança vem da gente. Agora, algo que não tem nada a ver com diretoria, reitoria e até mesmo coordenação, e continua em falta na nossa unidade, algo que só depende de nós alunos, e principalmente de nós alunos da FAU, são atividades culturais e “sequelados artísticos”.
Quando digo atividades culturais (pausa para o “chá das 3”- 10 minutos e +/-500 gramas a menos depois) não é apenas festas no Laboratório, não é apenas voz e violão no pátio, não é apenas as manifestações contra a reitoria (na minha opinião a melhor de todas, mobiliza todo mundo e traz uma convivência monstruosa entre todos), isso com toda certeza é muito válido, mas não é só isso, é realmente fazer atividades que englobem várias coisas, como dança, teatro, pintura, canto...e por aí vai. Quando o C.A.C.A.U. Unicidade entrou se propôs a fazer isso, criar vínculos com a comunidade estudantil e fazer este tipo de atividades, mas devido a organização da Semana de Arquitetura isto ainda não foi possível, logo, a iniciativa deve partir de todos os alunos da FAU, e dos outros cursos também, quanto mais gente trouxer idéias, mais e melhores serão os possíveis eventos a serem realizados, a participação de todos em todas as atividades é imprescindível.
Quando digo “sequelados artísticos” (que foi onde tive a idéia de escrever em você, noitário), é literalmente o que se lê: sequelados, surtados, lunáticos, pirados, doidinhos, chamem do que quiser. São eles que geralmente trazem as melhores idéias, e são eles que geralmente fazem as coisas acontecerem, cada um na sua área é claro. Nós da arquitetura, precisamos literalmente de sequelados artísticos, pessoas que choquem realmente a universidade. Mostras de CVAU 2, positivo. Exposição de trabalhos, positivo. Mas... cadê a iniciativa dos alunos? Onde estão os futuros arquitetos, que muitas das vezes passam por tudo isso, olham e dizem: “legal”. Não fazem uma análise crítica, não fazem um comentário decente, muitas vezes também apenas criticam negativamente, sem nem mesmo entender o que se passa. E... nós vamos ficar fixados apenas nisso, arquitetura? Nós arquitetos vamos ficar restritos a isso, arquitetos? Ninguém tem encéfalo e polegar opositor suficiente pra sair da mesmice e fazer algo diferente? Não pretendo passar 5 anos da minha vida numa universidade e simplesmente “passar por ela”, não vivenciar, não acreditar que todos podemos fazer algo a mais. É... está faltando Guaraná Antártica pra galera...(isso me lembrou a Fanta, ‘guenta ae” que vou ali “tomar um ar”) (“...minutos depois...” - voz de locutor de desenho do Batman) .
Essa falta de sequelados nos mostra a falta de comunicação, o “déficit criacional”, o medo de “pagar mico”, de se expor para a universidade, para o mundo. Não é assim que devemos ser. Se alguém canta bem, porque não vai lá e canta? Se alguém tem idéia de uma apresentação teatral, porque não grita no meio do pátio, chama o pessoal e expõe o seu trabalho, que você com certeza passou horas criando e trabalhando pra ser aquilo que você gosta? Vamos continuar com medo de mostrar as idéias que temos? Muito do que existe hoje e do que é reconhecido hoje começou assim, com críticas, com risos debochados, com piadinhas e bochechas vermelhas, mas depois, muitos se calaram e deram o braço a torcer para os “doidinhos que não tinham mais o que fazer”.
Após a combinação macabra de uma Fanta Tailândia (“sabores do mundo”, manga e laranja creio eu, “bonííííííííííssima”, idéia de uma amiga minha) e um “croquete” (creio eu da mesma forma, algo parecido com um disco de carne, só que não era do preto, e sim do amarelo, vide opções de escolha) antes de sair da faculdade e retornar à Goiânia, abalizada com um “upgrade” das rosquinhas de coco da vovó ao chegar em casa, fui obrigado a levantar-me às 2:00h da manhã para uma atividade real, algo normal no caso de estarmos virando noites, péssimo quando isso acontece “após” virarmos “algumas” noites.
Virar a noite (ou ‘Virada”) pode ser comparada ao sexo: se você ainda não fez, algum dia vai fazer. Para os chocados com as palavras acima tenho apenas uma coisa a dizer: quem sabe o que, já sabe, conhece, não tem problema, é normal; quem não sabe, não sabe, logo, não têm a mínima idéia e não tem porque ficar impressionado. (pausa para o “coffe break” – 15 minutos uns 300mls a menos depois) Nós, Arquitetos em formação, precisamos perder alguns dogmas, para o nosso bem e para o futuro da arquitetura que está começando agora. Foi nisso que estava pensando durante minha estadia no trono...
Nossa unidade universitária é muito carente de um monte de coisas, materiais, estrutura, professores e afins, mas isso, ainda não está bem ao nosso alcance de ser resolvido, é claro, podemos exigir, protestar, brigar e tudo mais, mas a verba, a iniciativa, o realizar, para o nosso penar, vem de cima, apenas a cobrança vem da gente. Agora, algo que não tem nada a ver com diretoria, reitoria e até mesmo coordenação, e continua em falta na nossa unidade, algo que só depende de nós alunos, e principalmente de nós alunos da FAU, são atividades culturais e “sequelados artísticos”.
Quando digo atividades culturais (pausa para o “chá das 3”- 10 minutos e +/-500 gramas a menos depois) não é apenas festas no Laboratório, não é apenas voz e violão no pátio, não é apenas as manifestações contra a reitoria (na minha opinião a melhor de todas, mobiliza todo mundo e traz uma convivência monstruosa entre todos), isso com toda certeza é muito válido, mas não é só isso, é realmente fazer atividades que englobem várias coisas, como dança, teatro, pintura, canto...e por aí vai. Quando o C.A.C.A.U. Unicidade entrou se propôs a fazer isso, criar vínculos com a comunidade estudantil e fazer este tipo de atividades, mas devido a organização da Semana de Arquitetura isto ainda não foi possível, logo, a iniciativa deve partir de todos os alunos da FAU, e dos outros cursos também, quanto mais gente trouxer idéias, mais e melhores serão os possíveis eventos a serem realizados, a participação de todos em todas as atividades é imprescindível.
Quando digo “sequelados artísticos” (que foi onde tive a idéia de escrever em você, noitário), é literalmente o que se lê: sequelados, surtados, lunáticos, pirados, doidinhos, chamem do que quiser. São eles que geralmente trazem as melhores idéias, e são eles que geralmente fazem as coisas acontecerem, cada um na sua área é claro. Nós da arquitetura, precisamos literalmente de sequelados artísticos, pessoas que choquem realmente a universidade. Mostras de CVAU 2, positivo. Exposição de trabalhos, positivo. Mas... cadê a iniciativa dos alunos? Onde estão os futuros arquitetos, que muitas das vezes passam por tudo isso, olham e dizem: “legal”. Não fazem uma análise crítica, não fazem um comentário decente, muitas vezes também apenas criticam negativamente, sem nem mesmo entender o que se passa. E... nós vamos ficar fixados apenas nisso, arquitetura? Nós arquitetos vamos ficar restritos a isso, arquitetos? Ninguém tem encéfalo e polegar opositor suficiente pra sair da mesmice e fazer algo diferente? Não pretendo passar 5 anos da minha vida numa universidade e simplesmente “passar por ela”, não vivenciar, não acreditar que todos podemos fazer algo a mais. É... está faltando Guaraná Antártica pra galera...(isso me lembrou a Fanta, ‘guenta ae” que vou ali “tomar um ar”) (“...minutos depois...” - voz de locutor de desenho do Batman) .
Essa falta de sequelados nos mostra a falta de comunicação, o “déficit criacional”, o medo de “pagar mico”, de se expor para a universidade, para o mundo. Não é assim que devemos ser. Se alguém canta bem, porque não vai lá e canta? Se alguém tem idéia de uma apresentação teatral, porque não grita no meio do pátio, chama o pessoal e expõe o seu trabalho, que você com certeza passou horas criando e trabalhando pra ser aquilo que você gosta? Vamos continuar com medo de mostrar as idéias que temos? Muito do que existe hoje e do que é reconhecido hoje começou assim, com críticas, com risos debochados, com piadinhas e bochechas vermelhas, mas depois, muitos se calaram e deram o braço a torcer para os “doidinhos que não tinham mais o que fazer”.
Deixo aqui então a minha idéia a quem possa interessar...SEJAM. Existe um termo muito utilizado por muitas pessoas, mas que talvez não seja do conhecimento de todos: “Botar pra Jambrar”. Botar pra jambrar pode ser traduzido com “fazer acontecer”. É isso que temos que fazer, botar pra jambrar, é por o negócio pra funcionar (não leiam com duplo sentido, ou triplo, ou quádruplo...), é realmente por em prática as idéias e se tornar mais um “King Kong” universitário. Fazer uma grande apresentação, juntar muita gente, fazer um festival universitário de artes, englobar os pequenos grupos que já fazem algo assim, e virar um grande grupo, algo reconhecido, algo de respeito, que pode vir a gerar grandes nomes. Muitos dos profissionais da “mídia“ (escritores, músicos, dançarinos, cantores...) hoje, não se formaram em letras, música, artes cênicas e afins...são arquitetos, engenheiros, biólogos, farmacêuticos, químicos, matemáticos e afins que levantaram uma noite, após uma Fanta (mas acho que a culpa está no croquete, eu sinto isso...) e resolveram botar pra jambrar, é nisso que acredito e gostaria que todos pelo menos pensassem sobre o assunto.
Bem, acho que após os dois desabafos (entendam como se deve ser entendido), posso ir dormir tranquilamente (será?), e acordar amanhã para mais um dia “dessa existência maldita nesse sertão desgraçado” (retirado da música Rap da Roça, do Kaquinho Big Dog).
Finalizo meu depoimento a você amigo de todas as noites, com um pequeno poeminha que aprendi nos idos do século passado, mais ou menos pela 3º série, e que com toda certeza é do conhecimento de todos: “quando sento no vaso, sinto uma emoção profunda, a #$%&* bate na água, e a água bate na @#$%&”. Apesar do caráter cômico, reflita.
Assinar:
Comentários (Atom)
